terça-feira, 19 de julho de 2011

Planejamento Estratégico Governamental- Estado-Sociedade

CURSO: GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL

DISCENTE: CLEUBER DA SILVA COSTA

Abaixo são apresentadas duas questões sobre a função do governo e o contexto histórico do Planejamento Estratégico Governamental. Pesquise na sua apostila e em outras fontes de pesquisa, e disserte sobre os questionamentos abaixo:

1. A existência do governo é necessária para guiar, corrigir e complementar o sistema de mercado, que, sozinho, não é capaz de desempenhar todas as funções econômicas. As razões que levam a existência dos governos estão associadas à questões de justiça, defesa, soberania, etc. O governo é conseqüência natural da evolução da sociedade, de forma a organizar e disciplinar da melhor forma as relações entre as pessoas. Deste modo, DISSERTE sobre os principais aspectos para a existência do governo.
Os gestores públicos brasileiros, atores centrais do espaço onde ocorre o Planejamento Estratégico Governamental (PEG), terão de seguir por muito tempo atuando no interior de um aparelho de “Estado Herdado” que não se encontra preparado para atender às demandas da sociedade quanto a um estilo alternativo de  desenvolvimento mais   justo,   economicamente   igualitário  e ambientalmente sustentável. Ao mesmo tempo, os gestores públicos terão de transformar o “Estado Herdado” no sentido da criação do “Estado Necessário”, entendido como um Estado capaz não apenas de atender às demandas presentes, mas de fazer emergir e satisfazer novas demandas embutidas nesse estilo alternativo.
E ajustar o aparelho de Estado visando à alteração e   à   conformação   das   relações   Estado-Sociedade,   desde   que respeitando as regras democráticas, é um direito legítimo, uma necessidade, e um dever colocados aos governos eleitos com o compromisso político de levar a cabo suas propostas. Embora estejam sancionando e respaldando a cidadania política, estão se omitindo ou se demonstrando incapazes de sancionar e respaldar  direitos   emergentes  de  outros  aspectos  da  cidadania. Apontando para   o   fato   de   personalidades   dos   partidos   democráticos   de oposição estarem se incorporando à “classe política” conservadora, hostil à intervenção das massas populares na vida estatal, ou de grupos radicais inteiros estarem passando ao campo moderado, ele faz referência ao conceito de transformismo: processo em que as classes dominantes buscam obter governabilidade em processo.







2. A discussão sobre o planejamento estratégico governamental (PEG) como instrumento utilizado na transformação do "Estado Herdado" em "Estado Necessário" passa, antes de tudo, pela reflexão sobre o ato de planejar. Deste modo, relacione o Planejamento Estratégico Governamental com a realidade da administração pública brasileira. 
Há desnível entre o modo de operação (interno) do Estado e as exigências funcionais provenientes do exterior não se deve a uma estrutura burocrática retrógrada, e sim a um ambiente socioeconômico e político (este sim, “retrógrado”) que condiciona a administração estatal a um certo modo de operação. E que um desnível desse tipo não pode ser superado através de uma reforma administrativa. Ele demanda uma “reforma” das estruturas daquele ambiente que provocam a contradição entre a administração e sua capacidade de desempenho.
É bem possível que o desnível entre o modo de operação interno e as exigências funcionais impostas do exterior à administração do Estado não se deva à estrutura de uma burocracia retrógrada, e sim à  estrutura de um meio socioeconômico que [...] fixa a administração estatal em um certo modo de operação [...].teria de ocorrer, no plano interno, dos integrantes do aparelho de Estado (burocratas), a neutralização dos contrários ao atendimento daquelas demandas e a capacitação e empoderamento daqueles  a  favor. E, no plano  institucional,  a desmontagem de arranjos legais, procedimentos administrativos, normas   de   funcionamento  etc. ,   que   garantiriam   o  modo   de funcionamento que aquele governo estivesse interessado em mudar.
E, também, a criação de outros arranjos que trouxessem engatilhada a mudança através da adoção de metodologias de trabalho o – entre as quais ressaltamos a do PEG – que permitam maior racionalidade, transparência, accountability* etc. no âmbito interno e, no externo, o favorecimento à participação crescente dos movimentos sociais e da classe trabalhadora. As características do “Estado Herdado” faziam com que as demandas da população setor nassem  assuntos   genéricos,   nacionais,  a serem resolvidos mediante a distribuição dos recursos arrecadados de forma centralizada. Assim,   sem   nenhuma   preocupação   com   a elaboração de políticas apropriadas e com a adoção de ferramentas como as propostas pelo PEG,   os   recursos   fluíam   através   de   um a complexa rede de influências e favores até os lideres políticos locais que, discricionariamente e seguindo os procedimentos sancionados pelo patrimonialismo e pelos outros “ismos” que ele desencadeou no nosso ambiente, os transformavam em benesses com que atendiam a suas clientelas urbanas e aos seus “currais” do interior do País.
BIBLIOGRAFIA:
Dagnino, Renato Peixoto Planejamento estratégico governamental / Renato Peixoto Dagnino. – Florianópolis : Departamento de Ciências da Administração / UFSC; [Brasília] : CAPES : UAB, 2009.

ESTADO DE COISAS E PROBLEMAS POLÍTICOS

CURSO GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL
DISCIPLINA: POLITICAS PÚBLICAS

DISCENTE: CLEUBER DA SILVA COSTA
1) Identifique, na sua área de trabalho, um “estado de coisas”. Justifique por que você o considera um “estado de coisas" e não um “problema político”. Que tipo de evento poderia fazer com que esse “estado de coisas” se tornasse um “problema político” e viesse a ser incluído na agenda governamental?
Sou professor efetivado em um escola da rede pública, a escola atende uma agenda muito diversificada, por efeito de politicas públicas sempre renovadas do ponto de vista educacional, de leis, projetos pedagógicos, assim entendo uma vasta equipe de atores sociais. Nossa agenda sistêmica de estado de coisas, abrange questões como violência (Buling, tráfico, etc), desigualdade social como o conjunto de pessoas que vem do norte, nordeste, regiões onde as características de terceiro mundo são mais acentuadas, com todas as cicatrizes da pobreza, tornando essas pessoas pouco abertas ao convívio, mais que podem ser exceções porque encontrarão trabalho e com isso um aumento de participação na economia.
         Os projetos e planos desenvolvidos pela equipe de professores especialistas seguem os currículos propostos pelo Estado, e seus talentos, daí decorrem uma dinâmica juntamente com a comunidade. Tais projetos surgem de questões objetivas,  planejadas e supervisionadas, suas metas são totalmente voltadas para a área pública numa tentativa de resolver, corrigir, problemas que foram deliberados. Para tanto é mobilizado um grande contingente, de atores, situações e questões, perspectivas sempre cheias de razões, imaginação e entendimento uma vez que é uma instituição de ensino do Estado. Como centro de atividades estatal de ensino, minha escola atua na formação básica com ensino de 1º e 2º e contribui, com ensino e responde a dinâmicas das necessidades que surgem.

         Os recursos humanos na atividades desenvolvidas atendem sempre a demandas novas, por causa das tecnologias, recursos materiais, surgimentos de novos atores, novas questões. Estados de coisas também surgem como, o uso de internet, tecnologias, questões ambientais, produção alimentícia, avaliações sobre o desenvolvimento do aluno, amparo social aos alunos de tempo integral, indisciplina do aluno devido ao seu grau de desenvolvimento sócio-educativo-econômico-cultural. Contudo o Estado  em seu estado mínimo garante sua regulamentação.
O aumento da pobreza e a violência do bairro e suas mediações é uma preocupação crescente, dentro da escola as vezes pode ocorrer mais dispomos de segurança pública porém abrange somente a escola ficando a região sob cuidados de outras medidas públicas, como é o caso de ONGS que atuam, contudo as anomias constituem seria ameaça a sociedade civil. O crescimento das favelas ao redor da instituição, a situação de posseiros que estão a margem da constituição do direito da sociedade civil implica na necessidades de encontrar acordos pacíficos, e medidas de ajuda com politicas públicas as mais diversas.
         Num todo a vida em sociedade as demandas do setor público lista de uma dinâmica sujeitas a movimentos ascendentes e descendentes, variando os graus das relações: biológico, econômico, jurídico, éticos, artísticos, descobertas cientificas, doenças, fatores climáticos, aplicação correta de recursos humanos no setor público. As agendas governamentais podem fomentar politicas públicas com a ajuda de profissionais especializados da área em questão, porque a dinâmica da vida social exige uma supervisão dos fatores que podem interferir criando uma onda de crises criticas ao desenvolvimento do ser humano. Tal supervisão dos fenômenos surge da necessidade de evitar aos aspectos negativos que possam surgir ou de remediar situações. 

CONSELHOS PÚBLICOS MUNICIPAIS, SISTEMAS ADMINISTRATIVOS

CURSO GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL / 
DISCENTE: CLEUBER DA SILVA COSTA
 Tarefas  Atividade 11 – relatório sobre o Chat
A proposta seria esta: Vimos que os conselhos são espaços públicos de representação de interesses coletivos, constituindo-se em canais de participação política e de controle público sobre governos. Isto significa que os conselhos têm aquilo que se costuma denominar poder de agenda, o que potencializa sua capacidade de interferir na atuação dos governos e de seus sistemas administrativos. Logo, importa sublinhar que os conselhos têm a virtude de catalisar vontades, de modo a inserir demandas de interesse público na agenda governamental.
De tal inserção podem advir ações consistentes com a implementação de políticas públicas coerentes com o interesse da coletividade. Feitas essas considerações, a primeira pergunta para orientar nosso debate é a seguinte: Há em seu município alguma experiência exitosa de atuação de conselhos? Se sim, descreva-a. Se não, identifique possíveis razões explicativas de sua inexistência – ou, se quiser, identifique possíveis fatores que coíbem seu surgimento e consequente atuação.
Uma vez expostos os posicionamentos e feito o fechamento dos conceitos, passamos a outra pergunta como proposta de discussão: Você concorda com os argumentos desenvolvidos no texto lido, como referencial para se compreender os determinantes da irracionalidade do fazer das políticas públicas em nosso país? A discussão ficou esgotada? Se não, que elementos você adicionaria?
Em  meu município existe conselhos nos quais uns dos exemplos seria o conselho entre bairros o conselho da saúde que funciona de acordo com a lei que regulamenta o conselho,  de Assistência Social, o Tutelar, de Habitação. Conselhos escolares tem função deliberativa e consultiva, constituído por representantes de pais, professores, alunos e funcionários, Sua função é de atuar, articuladamente com o núcleo de direção, no processo de gestão pedagógica, administrativa e financeira da escola. Quando uma pessoa é o presidente, ela se encarrega de tomar a frente as ações e realmente da um novo animo para a resolução das pendencias, se não fosse o conselho seria bem mais difícil a atuação de todos eles é restrita
O conselho municipal de saúde, comade, conselho fundeb, conselho do CAE, Conselho do Idoso, Conselho dos Esportes, Conselho da Assistência Social, Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente Os conselhos desde que bem elaborados são de extrema importância para a sociedade como um todo Cada conselho tem a sua própria lei de criação, onde devemos seguir a legislação, o COMAD é um órgão existente em várias cidades. Aqui em Uberlândia é vinculado à Secretaria Municipal da Saúde, com representantes da esfera governamental e não governamental.
Tem o Comtur - Conselho Municipal de Turismo - O Comtur é representado pelo município e mais de trinta
entidades, o conselho consegue capitar a necessidade real da sociedade  quando bem estruturado vem a somar para toda a sociedade visto que se tornam um representante nosso Os conselhos são, em tese, vias democráticas para influir nas políticas públicas. Com esse conselho nos bairros já foram possível através do seu presidente um pavilhão no qual liga um bairro no outro, reúne sempre prefeito, secretários e até deputado pois através dessa participação, a sociedade consegue ter voz, falar aquilo que necessita é um ponto de apoio para a comunidade. Os conselhos em Uberlândia, são paritários, com representantes do poder público, da sociedade civil e empresas privadas. desenvolvido pelo povo e estar no meio do povo O conselho só funciona se tiver conselheiros a fim e interessados no melhor pra sociedade os conselhos tem por finalidade principal servir de instrumento para garantir a participação popular, o controle social e a gestão democrática das políticas e dos serviços públicos, envolvendo o planejamento e o acompanhamento da execução destas políticas e serviços públicos são de extrema importância .
A questão é esse ganhamos quando bem estruturados e ou administrados os conselhos não são fiscalizadores e não tem poder de definir a aplicação de recursos e pessoas realmente comprometidas com os interesses do povo os conselhos consegue levantar questões importantes, porém são travados pelos interesses dos governantes falta ainda muita capacitação para os conselheiros depende alguns são fiscalizados politicas publicas para melhor desempenhar atividades com a finalidade de bem estar social  quando funcionam bem é um elo de ligação entre a sociedade e o governo
 Mas detém de autonomias para executar suas tarefas, nas reuniões existe atas nos quais o secretario do conselho tem que redige não detém poder nenhum a maioria fazem reuniões, discutem propostas mas não conseguem efetivar a maioria das propostas boas se em alguns conselhos as pessoas fossem renumeradas de gerar um melhor atendimento aos usuários do SUS, de criar politicas públicas de combate a doenças contagiosas, a prevenção acredito que não é uma questão de remuneração e sim de importância dentro das esferas competentes. Os conselheiros tem que ter um bom relacionamento com os governantes realizam o levantamento de necessidades mas para coloca-las em pratica esbarram no poder publico, que muitas vezes não tem a mesma prioridade: os conselheiros, pelo menos da esfera privada e das ONGs, estão como conselheiros por opção e as reuniões acontecem sempre no horário comercial, então elas são remuneradas.

       Os conselheiros tem que ajudar criar soluções e alternativas de combate a desigualdade social, Os conselhos gestores de políticas públicas são canais efetivos de participação, que permitem estabelecer uma sociedade na qual a cidadania deixe de ser apenas um direito, mas uma realidade. Afinal, ter o direito e exercer são coisas diferentes. Também é fundamental que eles consigam fiscalizar se os recursos estão tendo a destinação minimamente prevista.
A história de Uberlândia é marcada pela cooptação. A elite agrária ainda impera na sombra do coronel indo (tarde)... Aqui se cria movimento popular que nunca existiu, só para colocar de antemão sob as asas da prefeitura... Sei que aqui em Uberlândia os recursos destinados a criança e o adolescente são aplicados nessas ações, mas será que são as ações indicadas pelo conselho??? A participação da sociedade é muito importante, mas é essencial que esta se instrua para acompanhar e saber opinar, senão não adianta este é o objetivo principal de todos melhorar a qualidade de vida.

Os Conselhos são fortes atores sociais, se conseguem mobilizar seus representados e são articulados conseguem atingir seus objetivos e implementar políticas viáveis este curso também me chamou mais a atenção para a vida política reivindicar nossos direitos como cidadão poder atingir seus objetivos, só ideias e projetos no papel não funcionam o que temos visto são conselhos que são constituídos apenas para constar na agenda governamental e receber recursos das esferas maiores de governo.
É através dos conselhos é que deveríamos criar políticas públicas bem planejadas e estruturadas para combater a desigualdade social, tem uma saúde digna aos seus usuários, ter uma educação de qualidade e que formem ótimos profissionais pra o mercado de Algumas políticas federais só repassam recursos para determinadas ações se o poder público municipal tiver conselho na área e não de valorização e promoção da humanização da saúde. Deve-se analisar cada detalhe para ver se o gasto foi necessário caso contrario a prefeitura tem que devolver o dinheiro ao fundo sempre exige relatórios dos secretários dos conselhos já devolveu algumas vezes, ou a conta sempre tá  inclusive os professores são pagos com dinheiro deste fundo
o FUNDEB disponibiliza 82% de seu recurso ao pagamento de professores os demais 18% são destinados a compras de bem mas isso não atende a todas as necessidades então a prefeitura entra com uma porcentagem na educação. O Fundeb, é diferente de recursos próprios para atender demandas sócias dos variados segmentos. Em relação a irracionalidade, é fato que quando há troca de governo as parcerias e ou projetos param, os recursos se perdem e tudo o que foi feito se perde os recursos 

GESTÃO: AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO

1-Procure observar a implementação de uma política com a qual você tem contato frequente. Verifique se todas as condições de êxito da implementação estão presentes. Falta alguma? Qual? Isso tem algum tipo de consequência sobre o resultado da política? Descreva.
         Já observe que as politicas publicas estão sempre presentes, talvez podem mudar devidos as dinâmicas que surgem. Posso citar que no período que estou na escola surgiram, algum projetos de demandas públicas: cientificas, projetos educacionais, planos de avaliação, implementação de ensino sobre ecologia elaborado pela Universidade de Viçosa para as escola do bairro, atividades em laboratórios de informática e uso de tecnologias, maior número de recursos destinando a dotação orçamentário na infraestrutura material e pedagógica e no imóvel com projeto de ampliação de prédio.
2) Sintetize as diferenças entre monitoramento e avaliação.
A- monitoramento o monitoramento não tem como alcançar   profundidade da avaliação,  de vido à  sua necessidade  de celeridade dos achados, para que possa subsidiar decisões sobre a condução das políticas, programas e projetos. O monitoramento é o exame contínuo de processos, produtos, resultados e impactos das ações realizadas. irá produzir pequenos sumários de dados parciais, aos quais costuma se incorporar uma ajuda memória ou uma ata de decisões tomadas com base nos achados, avaliação pode ser usada ou não, para subsidiar a tomada de decisões, o monitoramento sempre terá de ter essa aplicação. Tem  de   incluir   os   procedimentos   para  a imediata apropriação dos achados produzidos e sua incorporação ao processo da gestão.
O   monitoramento   é   o   exame   contínuo   dos   insumos, atividades,  processos,  produtos   (preliminares,  intermediários   e finais), efeitos ou impactos de uma intervenção, com a finalidade de otimizar a sua gestão, ou seja, obter mais eficácia, eficiência e,  dependendo do alcance do monitoramento, efetividade. Implica a possibilidade de interferir no curso da implementação de uma política, programa ou projeto, caso se perceba que a sua concepção não   é   adequada   à   solução   do   problema,   por   equívoco   de planejamento ou por mudança da própria realidade. Por isso, o monitoramento tem o Plano de Ação, ou Plano de Atividades, como referência, mas não deve estar preso a esses Planos, podendo chegar a recomendar a sua mudança


B-  avaliação.
A trajetória histórica da avaliação compreende um primeiro estágio, centrado na mensuração dos fenômenos analisados, depois avança em direção às formas de atingir resultados, evoluindo para um julgamento das intervenções não somente quanto à sua eficácia e eficiência, mas também quanto à sua efetividade, sustentabilidade e outros aspectos, como a equidade.  A avaliação de políticas públicas, entretanto, diferencia-se porque consiste estritamente na  avaliação formal,
A avaliação formal permite julgar processos, produtos, efeitos   ou   impactos   de   políticas,   programas   ou projetos públicos.
a avaliação é o exame discreto de processos,   produtos,   qual idade,   efeitos,   impactos,   das   ações realizadas, a   avaliação deve explorar em profundidade os aspectos sobre os quais incide,  a avaliação pode ser usada ou não apesar de podermos monitorar atividades, processos,   produtos   e  impactos,   vale  destacarmos  que   o monitoramento se concentra em atividades, processos e produtos e tem como referência o desenho da política, do programa ou projeto. A avaliação, por sua vez, não necessariamente tem essa relação com o desenho da intervenção, sendo inclusive recomendável o uso de metodologias de avaliação independente de objetivos.
BIBLIOGRAFIA
Políticas públicas – Florianópolis : Departamento de Ciências  da Administração / UFSC; [Brasília] : CAPES : UAB, 2009. 130p. : il.

POLÍTICAS PÚBLICAS

CURSO: GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL
DISCENTE: CLEUBER DA SILVA COSTA
Discuta a racionalidade das políticas públicas no capitalismo contemporâneo, com ênfase em seu potencial para a transformação social e econômica sustentável e eqüitativa em nosso país.
A sociedade brasileira esta ao ápice de um processo histórico de compromisso do Estado com a acumulação de capital, às custas do desenho e operacionalização de políticas públicas sociais de cunho abrangente. Tal processo faz parte de uma herança histórica antiga, cuja inflexão ocorre com o aprofundamento da transformação capitalista no país. A crise sócio-econômica desnuda o caráter perverso da estratégia de desenvolvimento até aqui, sua superação pressupõe o enfrentamento de suas raízes estruturais questionar qualquer solução política que reprise velhas e desgastadas fórmulas, compromissadas unicamente com a valorização do capital, em detrimento da implementação de políticas sociais de cunho amplo um debate Estado e políticas públicas no capitalismo contemporâneo.
Pensamentos keynesiano fruto de um pragmatismo cientifico - reformulam-se as bases de atuação do Estado atribuindo-se-lhe papel ativo na prevenção e controle das crises potencializava seu papel enquanto instância ativa no manejo  das políticas de expansão dos níveis de investimento e das taxas de lucro, adequando-as às exigências de emprego e consumo das populações. Derivou-se o pacto corporativo entre sindicatos e capital, promotor da fase áurea de crescimento com paz social “o legado prático da depressão não foi o controle da demanda, mas o compromisso com o ‘welfare state’”, poder-se-ia dizer que a montagem de políticas públicas com o intuito de  amortecer os efeitos danosos de recessões e  a   guerras marcou a evolução das sociedades capitalistas maduras neste período. Sobrevivendo a  conjunturas adversas, as chamadas  economias do bem estar social passaram a demarcar importante campo para a atuação regulatória do Estado o que, seguramente, decorreu da qualidade do processo democrático vivido por estas sociedades. Representando o triunfo keynesiano, a consecução do ideal  democrático no capitalismo pressupõe certo compromisso tácito pelo qual “os que não possuem instrumentos de produção concordam com a instituição da propriedade privada do capital social, ao passo que os que possuem instrumentos produtivos concordam com as instituições políticas que possibilitam a outros grupos efetivamente exigir seus direitos à partilha dos recursos e à distribuição da renda. 
De um lado, o respaldo à acumulação de capital evidenciava-se numa gama de ações abrangentes, com destaque para os aportes de recursos à pesquisa e desenvolvimento tecnológico, incentivos diversos aos segmentos produtivos,  instrumentação do mercado financeiro e de capitais por meio de bancos e/ou fundos estatais, intervenção na circulação monetária de excedentes pelo  open market, valorização dos capitais pela via da dívida pública.   Passando o Estado a atuar decisivamente em diversos domínios: capacitação do trabalho, política habitacional, sistemas de saúde e previdência social, seguro-desemprego, redes de auxílio, além de subsídios sociais diversos e universais. Sobretudo, a interferência pública no domínio do abastecimento alimentar orientou-se pelo planejamento e operacionalização de políticas de segurança alimentar de status elevado no arcabouço mais geral de política econômica.
            A cidadania social constituir-se-ia num conceito fundamental dos  estados de bem-estar,  compreendidos estes como sistemas de provisão e  garantia de direitos sociais. Tais direitos,  elevados ao  status legal e prático de direitos de propriedade, se tornariam invioláveis e, assegurados com base na cidadania e não meramente no desempenho, haveriam de conduzir virtualmente à desmercadorização do status dos indivíduos em relação ao mercado.  É precisamente em relação a esta lógica que opõe-se o discurso do neoliberalismo, introduzindo-se a  disjuntiva em torno do anti-estatismo, ou da polêmica mercado versus regulamentação estatal.  Processos de mercado à provisão pública.
Os advogados da nova direita afirmam que os mecanismos de mercado maximizam não só a prosperidade econômica como também a liberdade individual. Onde se faz necessária a  provisão de bens e serviços pelo Estado, como no caso de bens públicos, o grau desta provisão pública deve ser extremamente controlado e minimizado o estado de bem-estar tem uma legitimidade pública e uma posição estrutural nas democracias modernas que torna sua eliminação extremamente difícil e não pretendem minimizar a força política do discurso conservador. O rompimento do círculo perfeito do Estado-Providência, em termos keynesianos, é devido, em primeira instância, à internacionalização produtiva e financeira da economia capitalista. A regulação keynesiana funcionou enquanto a reprodução do capital, os aumentos de produtividade, a elevação do salário real, se circunscreveram  os limites – relativos por certo -, da territorialidade nacional dos processos de interação daqueles componentes da renda e do produto.  Vimos que o forte acento (ideológico) do discurso neoliberal recaiu sobre a necessidade de reduzir-se o Estado aos seus termos mínimos, em função de uma suposta e almejada liberdade dos mercados. Do papel da ação coletiva e dos grupos organizados de interesse. Em seguida acrescentaremos um aspecto considerado de grande importância à consecução de um debate profícuo.
A temática do corporativismo reporta-se à polêmica Estado versus políticas públicas, base da discussão acerca das relações entre a instância pública e a organização de interesses na sociedade. Ao longo do presente século, o desenvolvimento capitalista foi marcado por uma série de mudanças importantes para a análise do  fenômeno corporativista, compreendido como a expressão da hegemonia dos atores sociais coletivos, organizados em corporações mono(oligo)polizadoras da representação dos diversos grupos de interesse na sociedade econômica. A propósito da discussão antes realizada, particularmente a partir dos anos 40 processaram-se significativas mudanças nas relações entre o Estado capitalista e a sociedade civil, passando a vigorar as chamadas  práticas concertativas entre os interesses sócioeconômicos presentes na complexa teia de interesses da sociedade moderna.
Assim, o  corporativismo pode ser definido como um tipo ideal para explicar - em contraste ao pluralismo - os sistemas de representação de interesses que tem lugar nas sociedades capitalistas contemporâneas. Nestas, a organização dos grupos de interesse dar-se-ia por intermédio de um número restrito de categorias, com participação obrigatória dos agentes sociais, hierarquicamente ordenadas e funcionalmente  diferenciadas e reconhecidas pelo Estado, poder cedente do monópolio de representação. O corporativismo seria pois, um sistema de representação social constitutivo de vínculos  orgânicos entre os interesses organizados na sociedade civil e as estruturas decisionais do Estado .
Em uma economia avançada, as organizações de  interesse tem o poder de interferir na execução da política pública de forma altamente antifuncional; daí a necessidade de ‘impedir sua entrada’. No entanto, ao mesmo tempo, essas organizações representativas são absolutamente indispensáveis à política pública ... Portanto, elas devem ser transformadas em componentes integrantes dos mecanismos através dos quais a política pública é formulada”.  Sobretudo, fica ressaltada a importância atribuída ao estudo dos processos de cooptação das organizações de interesse para dentro de comitês assessores no interior do Estado, ou sua consulta com vistas ao preparo de diversas  modalidades de legislação. De fato, quanto mais efetivo o poder de cooptação destas organizações para dentro das estruturas do Estado, mais forte tenderia a ser o surgimento de estruturas de representação monopólicas e hierárquicas.
 O corporativismo societal representaria, assim, um processo de avanço na constituição de vínculos orgânicos entre os interesses organizados na sociedade civil e as estruturas decisionais do Estado. Já no caso dos países periféricos, caberia incorporar o arranjo de interesses denominado de corporativismo estatal. Neste, o ente público agiria como promotor do surgimento de corporações representativas dos distintos grupos sociais que, no entanto, teriam participação obrigatória nos organismos constituintes da estrutura do Estado. O corporativismo estatal é uma referência conceitual útil à compreensão do desenvolvimento sócio-econômico brasileiro. Desde  os anos da década de 30, num cenário de  a  avanço sem precedentes da regulação estatal sobre a sociedade econômica, o Estado teve papel crucial no desenho de novos mecanismos de interação intra-elites e destas com as classes populares. 
A partir de 1930, num contexto de crescentes dificuldades externas, conflitos sociais latentes e busca de manutenção do  status quo  autoritário, avançou-se uma transformação estrutural baseada na lógica de verticalização  das representações sociais, aperfeiçoando-se mecanismos de participação dos grupos dominantes nas decisões públicas. A expansão da ossatura material do Estado representava a supressão dos mecanismos de intermediação política, o que era fator de legitimação da ação direta dos interesses econômicos dominantes no interior da burocracia. Por outro lado, através da paulatina concentração e centralização do poder político em suas estruturas decisionais potencializava-se o poder regulatório do Estado sobre a sociedade, atribuindo-se às representações de interesse dos setores populares uma inserção tutelada e subordinada. 
Destarte, a inserção preferencial dos estratos sociais dominantes no processo decisório  tinha como seu reverso a incorporação assimétrica da questão social na  agenda  pública, sendo este o significado da inscrição dos interesses sociais nas estruturas do Estado, de modo a promover-se sua abstração, generalização e  transformação em interesses nacionais. Identicamente, nesta base assentava-se o caráter acessório e paternalista, assim como a inserção subordinada das políticas sociais na intervenção pública por meio da política econômica. Em vista deste padrão de desenvolvimento assimetricamente organizado, o caminho de superação das conjunturas de crise econômica passava por sucessivas  fugas para frente, qual seja, o recurso ao crescimento e industrialização, em meio a uma ordem política e econômica marcada pela heterogeneidade e na presença de distorções sociais gritantes o Estado burocrático-autoritário personificava um corporativismo bifronte, incorporador de componentes de ordem estatizante e privatista, cujo papel era, respectivamente, levar à exaustão os recursos políticos por meio da chamada estatificação das organizações de classe do setor popular e cumprir o papel de incorporar os interesses das classes e setores dominantes da sociedade civil frente ao Estado.
 Todavia, ao final dos anos 70 assistiu-se à culminação da estratégia de desenvolvimento baseada prioritariamente no compromisso estrito com a acumulação de capital, em detrimento e às custas da implementação de políticas sociais de cunho abrangente. Daí em diante, num quadro econômico de reversão cíclica e esgotamento do padrão de financiamento da economia, sucederam-se ajustes econômicos convencionais, à exceção de nossa primeira experiência heterodoxa de estabilização econômica. Frise-se porém que, sob o Plano Cruzado, contra o discurso oficial a favor de políticas sociais explícitas, assistiu-se à experimentação de ações assistencialistas e não voltadas à promoção de  vetores de transformação, como exemplificado pela debilidade das propostas em torno da questão da Segurança Alimentar.
No entanto, o peso de nossa herança autoritária fazia-se sentir numa conjuntura de aprofundamento da crise do padrão de desenvolvimento, persistindo à atualidade a intervenção pública calcada na segmentação entre a política econômica e a política pública mais ampla. Esta asserção considerando-se o papel e caráter inalterados do aparelho burocrático-administrativo do Estado. Contraditoriamente, e sem embargo de algumas mudanças rearticuladoras das forças políticas  dominantes sob o Plano Real, o que assiste-se presentemente é a permanência da participação direta deste conjunto de interesses para dentro das estruturas do Estado, com implicações mais que óbvias para o futuro de nossa democracia “as forças políticas de sustentação do Governo continuam a dominar e fracionar os espaços institucionais, sem que se imponha um confronto de projetos de desenvolvimento no âmbito do congresso. Isto mais que evidenciaria, em pleno fim de século, a força dos arranjos tradicionais de interesse assim como o caráter restrito de nossa democracia. Reversamente, conclui o autor,  “os canais diretos de expressão,  que atuam nos vários órgãos  executivos e interferem decisivamente nas ações públicas, particularmente na política econômica, ganham solidez porque aparecem como legítimos”, não modificando-se, essencialmente, o quadro político-econômico atual em relação ao autoritarismo pretérito.
Num quadro de perda de graus de liberdade da política econômica pós estabilização da moeda sob o Plano Real, que cenários poderiam ser antevistos para a consecução de um projeto de desenvolvimento sócio-econômico em bases sustentadas? É importante assinalar que, frente ao novo conjunto de variáveis macroeconômicas colocado com a mudança recente da regra cambial, estreitou-se gravemente o espaço para um suposto projeto FHC de  modernização da sociedade/ economia. Com isto, antepõe-se em toda sua crueza a persistência de um padrão de intervenção pública omisso quanto à confecção de políticas públicas consistentes aos interesses maiores da sociedade, num cenário de afirmação do discurso hegemônico da globalização/ liberalização de mercados. Ademais, qual a capacidade de reação da sociedade/ economia brasileira à afirmação da agenda neoliberal, ou, em que medida nossa democratização poderia vir a compor um cenário de superação da crise  de nosso padrão de desenvolvimento em bases sustentáveis, tendo em vista o agravamento de uma dinâmica sistêmica já por si estruturalmente assimétrica.
A característica fundamental da sociedade civil é  que ela é flexível, disponível e aberta às pessoas comuns, à vida cotidiana. Falar da sociedade civil é reverter as prioridades da economia política. É afirmar que os seres humanos e seus desejos são capazes de alterar  estruturas, de outra forma determinantes. É abrir possibilidades inesperadas, ao invés de direcionar o foco  para as condições que tornam a derrota inevitável. É acreditar que não somente a mudança se dará, mas também que ela já pode ter-se dado – mesmo sem o nosso conhecimento. Algumas vezes, essas direções eram, na verdade, velhas, tais como a redescoberta de uma tradição republicana da virtude cívica. Outras vezes, falou-se de uma pauta do ‘pós-welfare state’ que seria sensível aos novos movimentos sociais: ecologia, feminismo e outras perspectivas pós-materilistas, ao invés da pauta da classe trabalhadora e da social-democracia. Mas, qualquer que fosse a forma, a necessidade de uma divisão tripartite, ao invés de uma dualidade, se tornou rapidamente óbvia, e a sociedade civil se transformou no termo que completava a trindade entre o mercado e o Estado.
Em suma, em que medida o caminho da sociedade civil contribuiria à elaboração de proposições em torno das alternativas antepostas à sociedade brasileira, a favor da superação da crise de um padrão de acumulação exaurido  e que deve ser repensado em suas bases fundamentais? Como assinalado anteriormente, deparamo-nos com um quadro adverso em termos de transformações da economia mundial, contra o qual não dispomos de amortecedores à semelhança dos países industriais. Sequer realizamos uma autêntica Revolução Burguesa, a partir da qual se estruturasse uma esfera pública incorporadora dos interesses divergentes na sociedade. Contudo, e paradoxalmente, frente a um legado histórico profundamente anti-social, e diante de uma realidade de mercados globalizados, as elites nacionais propõem o automatismo do mercado como panacéia contra as tendências do sistema de agravamento da concentração e centralização de riqueza e renda, com seus consequentes mecanismos de exclusão.
A construção de uma esfera pública confunde-se com a plenitude da democracia representativa nas sociedades mais desenvolvidas, não só porque ela mapeia todas as áreas conflitivas da reprodução social,  mas porque tal mapeamento  “decorre do imbricamento do fundo público na reprodução social em todos os sentidos, mas sobretudo criando medidas que medem o próprio imbricamento acima das relações privadas. A superação da crise sócio-econômica brasileira pressupõe a construção de um padrão de  desenvolvimento orientado por princípios elementares de justiça social. Nesse sentido urge repensar a questão democrática, enquanto condição necessária à confecção de políticas macroeconômicas de longo prazo. Somente neste ambiente democrático pode-se antever uma dinâmica social em que, a possibilidade de os  diversos interesses apresentarem-se ao jogo político, conduza ao consenso social inclusivo das demandas em conflito na sociedade. Só assim torna-se possível superar visões simplistas e idealizadoras de melhores  ou  piores  capitalismos, dando-se lugar a abordagens privilegiadoras da ação dos agentes, na construção e articulação de vetores do desenvolvimento sócio-econômico.
BIBLIOGRAFIA
ESTADO E POLÍTICAS PÚBLICAS NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
AS ESTRUTURAS ELEMENTARES DAS POLÍTICAS PÚBLICAS-http://www.nepp.unicamp.br/index.php?p=117

GOVERNOS ITAMAR FRANCO E SARNEY

CURSO: ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL
DISCENTE: CLEUBER DA SILVA COSTA
1-Quais foram os principais avanços institucionais ocorridos durante o governo Sarney?

Durante a vigência do Plano Cruzado I, são eleitos os  deputados   e   senadores   para   compor   a   Assembléia    Nacional  Constituinte,   órgão   responsável   pela   redação   de   uma   nova Constituição para o país. a sétima Constituição Brasileira é promulgada em 5 de outubro de 1988.  É convocada a eleição direta para presidente da República, a ser realizada em primeiro turno em 15 de novembro de 1989 Durante os cinco anos de governo Sarney, o PIB do país cresceu 23,66%, dando uma média anual de 4,34%. Podemos considerar este crescimento como sendo bastante elevado, dadas as condições inflacionárias e a frustração popular com o fracasso dos planos de estabilização. A inflação anual média do período foi de 507%, o que já configurava uma situação de total descontrole dos preços.


3.      Qual as principais diferenças na política macroeconômica do governo Itamar Franco em relação ao governo Collor? Em fevereiro de 1994, o governo Itamar lançou o Plano Real – Plano de estabilização da inflação onde foi criado o Real, a nova moeda brasileira que vigora até os dias de hoje – que   estabilizou   a   economia   e   acabou   com   a   crise hiperinflacionária. Este novo plano recompõe toda a base de apoio ao governo no Congresso e monta um ministério que contempla grande parte do espectro político nacional.

5- Descreva os principais pontos do Plano Real e a sua importância para o desenvolvimento econômico brasileiro.
O plano, denominado Plano Real, foi implantado em três fases. 1)- foi criado o Fundo Social de Emergência (FSE), que desvinculou 20% das receitas da União, permitindo ao governo contar com um montante de recursos necessários para fazer frente às necessidades advindas do fim do imposto inflacionário. 2)- foi implantada a Unidade de Referência  de Valores (URV), que servia de indexador para preços e salários.  Após grande parte do sistema   de    preços   ter   sido   indexado   à  URV,   esta   unidade   de   referência foi substituída por uma nova moeda, o Real. 3)- Com isso foi possível alinhar a maioria dos preços e quebrar os efeitos da inflação inercial, o que caracterizou a terceira fase. A   queda   da   inflação   novamente   levou   a   população   às compras. Mas, diferentemente do que ocorreu durante o Plano Cruzado, desta vez o país estava bem mais preparado para suprir o mercado interno por meio das importações.

7. Por que o governo Lula surpreendeu o mercado financeiro internacional ?
O governo Lula soube aproveitar bem as oportunidades oferecidas pelo crescimento da economia  internacional ,  diversificando o número de  parceiros  comerciais e atuando de forma agressiva no comércio exterior. Nos quatro anos de governo houve um crescimento de 128% no volume de exportações, que passou de US$ 60,3 bilhões em 2002 para US$ 137,8 bilhões em 2006, e um crescimento de 254% no saldo da Balança Comercial, que passou de US$ 13,1 bilhões para US$46,4 bilhões no período.  Como resultado da expansão do comércio exterior e dos investimentos   diretos   estrangeiros ,   o   Balanço  de   Transações Correntes   e   as   Reservas   em moeda   estrangeira   apresentaram melhoras significativas.    Com a queda do valor do dólar e o acúmulo de reservas, foi possível   reduzir   o   volume   da   dívida   externa   e   liquidar   os compromissos com o Fundo Monetário Internacional. A queda da inflação permitiu reduzir a taxa básica de juros e impulsionar o volume de crédito na economia.

BIBLIOGRAFIA:
Alcides Domingues Leite Júnior. – Desenvolvimento e mudanças no estado brasileiro   Florianópolis : Departamento de Ciências da Administração / UFSC; [Brasília] : CAPES :
UAB, 2009.

Milagre Econômico Brasileiro: fundamentos e resultados positivos e negativos- para o processo econômico e de desenvolvimento do Estado brasileiro.

CURSO: ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO  PÚBLICA MUNICIPAL

DISCENTE: CLEUBER DA SILVA COSTA

Na Atividade 3, tratamos do período 1967-74, de extraordinário crescimento econômico, com controle inflacionário. Vamos entender melhor este período?

1. Elabore um texto sobre o “Milagre Econômico Brasileiro”, que contenha seus fundamentos e resultados –positivos e negativos- para o processo econômico e de desenvolvimento do Estado brasileiro. Tamanho: no máximo duas páginas
.

ASPECTOS POSITIVOS:
            O período de grande crescimento da economia brasileira, também chamado de Milagre Econômico Brasileiro, começou no governo Arthur da Costa e Silva, que vai de 15 de março de 1967 a 31 de agosto de 1969, quando, devido a problemas de saúde, deixa a presidência nas mãos de um colégio. Para incentivar e disciplinar o mercado de capitais foi sancionada, em julho de 1965, a Lei do Mercado de Capitais, que definiu as funções do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central na regulação e fiscalização deste mercado. Na área agrária foi aprovado, em novembro de 1964, o Estatuto da Terra, que tinha como base a função social da propriedade, disciplinava os direitos e obrigações relativas à propriedade rural para fins de reforma agrária e de execução da política de produção agrícola. Durante o governo Castello Branco, o PIB cresceu a uma  média anual de 4,2% e a inflação, no final do mandato, ficou em torno de 40%. Embora os resultados do PIB e da inflação tenham sido piores do que os períodos de Vargas e de JK, as reformas estruturais, realizadas pela equipe econômica do governo, permitiram ajustar as contas públicas, controlar o processo inflacionário, organizar o sistema financeiro, atrair poupança interna e externa, condições necessárias para a expansão da economia nos governos de Costa e Silva e Médici, período conhecido como Milagre Econômico Brasileiro.

Durante estes sete anos, do início do governo Costa e Silva ao final do governo Médici, o PIB do país cresceu 96,37%, o que equivale a uma média anual de 10,12%. A inflação, medida pelo índice geral de preços – IGP –, foi de 257% ou média anual de 19,93%. Embora a inflação não possa ser considerada pequena, a maioria dos economistas a considerou satisfatória, diante do grande crescimento da economia. No mesmo período, o PIB mundial cresceu 37,35%, equivalente a 4,64% ao ano. O PIB do Brasil cresceu, portanto, à velocidade 2,18 maior do que o PIB mundial. Estes resultados justificam a alcunha de “milagre” dada pelos analistas econômicos.
No governo Costa e Silva, a equipe econômica  implantou o Plano Estratégico de Desenvolvimento (PED). O PED dava prioridade à estabilização da inflação e ao incentivo ao crescimento do PIB. Para impulsionar as exportações foram adotadas diversas minidesvalorizações da moeda nacional.
No campo administrativo, um importante passo foi dado. Ainda no final do governo Castello Branco, mas já sob influência do grupo militar que assumiria o poder nos governos Costa e Silva e Médici, foi criada, por meio do decreto-lei nº 200/67, a administração indireta, com autarquias, empresas públicas, empresas de economia mista e fundações. Essas novas instituições tinham maior autonomia em relação à administração direta, presa a amarras burocráticas típicas da administração pública. Através das estatais, foi possível contratar profissionais de destaque no setor privado e agilizar os procedimentos administrativos e financeiros, condição necessária para atender às necessidades impostas pela velocidade do crescimento econômico. Nesta época surgiram a Embraer, a Telebrás, a Embrapa e a Embratel, dentre outras estatais, e também foi executado o Plano de Integração Nacional, que levou à construção das rodovias Santarém-Cuiabá e Perimetral Norte, da Ferrovia do Aço e da ponte Rio-Niterói. O Plano de Integração Nacional fazia parte do primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento, o I PND, que tinha como marca registrada, além dos grandes projetos de integração nacional, a expansão das fronteiras do desenvolvimento.
No campo social, foi criado o Plano de Integração Social (PIS) e o Programa de Assistência Rural (PRORURAL), que previa benefícios de aposentadoria e o aumento dos serviços de saúde aos trabalhadores rurais. Também foi feita uma grande campanha de alfabetização de adultos, por meio do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), e foi promovida a ampliação das unidades federais de ensino superior.

ASPECTOS NEGATIVOS:
Durante os governos Costa e Silva e Médici, foi realizada a maioria das prisões, torturas e assassinatos de opositores do regime militar. Se no campo econômico a situação era boa, no campo político o país passava por um período que deixa tristes lembranças. O crescimento econômico, embora tenha melhorado a vida das pessoas, contribuiu para o aumento da concentração de renda, que ainda hoje é um dos principais problemas do país.
Assim como durante o governo  Juscelino Kubitschek, o modelo econômico implantado no período foi de viés desenvolvimentista, baseado na substituição de importações, com financiamento internacional, liderado pela ação do Estado. O acesso a recursos externos foi facilitado pela alta liquidez e pelas baixas taxas de juros do mercado internacional. Durante o período, a dívida externa brasileira passou de US$ 3,4 bilhões para US$ 14,9 bilhões, um crescimento de mais de 300%.
A opção de aumento do endividamento externo, que na época era muito vantajosa, dadas as condições do mercado financeiro internacional e o retorno obtido com os investimentos realizados, tornou-se um pesadelo para a economia brasileira. O aumento dos juros internacionais e a forte dependência da importação de petróleo, que disparou de preço após as crises de 1973 e 1979, levaram o Brasil a uma situação de insolvência em relação aos seus compromissos financeiros externos
BIBLIOGRAFIA:
Leite Júnior, Alcides Domingues Desenvolvimento e mudanças no estado brasileiro–Florianópolis : Departamento de Ciências da Administração / UFSC; [Brasília] : CAPES : UAB, 2009.